quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
submergir
Eu nunca ficaria doente por você. Mesmo ouvindo sua voz em minha cabeça e olhando nossas memórias mortas, eu jamais chegaria ao ponto de me aniquilar por você. Gritei até haver silencio, até minha garganta sangrar e nada adiantou. Você foi embora com toda sua doce ingenuidade e me deixou sozinha, amarga, portanto só posso me salvar e você deve fazer o mesmo. Não é o final, estamos apenas começando e essa foi apenas uma cena dessa enorme peça teatral chamada vida, que provavelmente ira se repetir cedo ou tarde caso você não use o que aprendeu para se desviar da raiva, da dor e de tudo que te faz submergir. Eu não estou cega, posso te ver na escuridão você vai se acabar como nas outras vezes e eu não estarei lá esta para te salvar de modo angelical: Se você cair, irei olhar no fundo dos teus olhos até encontrar sua alma e perguntarei se esta feliz. Se você cair, meu semblante não vai estar diferente, estará impassível como sempre. Mesmo que você grite meu nome irei te ignorar para sempre. Se você cair, irei rir como fez comigo e você nunca mais verá a luz que tanto deseja!
Todos os dias eu sinto como se engolisse pílulas amargas de culpa, raiva e insanidade porém esse sentimento irá cessar quando você afundar no chão de mentiras que criou para acabar comigo. Eu posso me controlar, odiar você e me sentir leve. Deixo a culpa ir, deixo a culpa ir e cuspo na sua cara de merda ! Você devia usar uma mascara para esconder as manchas de sangue das suas vitimas que ficaram em sua face. Fico triste por saber que nunca irá ver seus olhos castanhos, que nunca ira se ver no espelho. Eu sei que cego pela vingança ver a luz é impossível. Eu não vou abraçar todas as mentiras portanto grite para aliviar a dor.
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